1/06/2007 por João Arnolfo

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Começa a surtir efeito a pressão dos funcionários do Ibama sobre os congressistas para que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reveja sua decisão de dividir o órgão em dois.
A reunião da ministra com os líderes deu resultado, embora ela e o presidente do Instituto Chico Mendes, João Capobianco, não admitam ainda trocar a MP 366 por um projeto de lei, por razões óbvias: a divisão ja foi feita.
A novidade agora é que o líder do PT, Luis Sergio (RJ), saiu da reunião convencido de que do jeito que está a MP terá dificuldades para passar em plenário, o que antes era tido como certo pelo rolo compressor.
Mesmo porque o pessoal do Ibama está mobilizado em todo o país, delegação toda hora chegando a Brasilia, vigiando os passos da ministra, promovendo discussão com formadores de opinião, procurando quem tem influência e quase tirando as calças para protestar nos atos a que comparece a bem intencionada ministra com estilo de religiosa da floresta.
Virou o clima inicialmente favorável ao governo, que acusava o Ibama de atrasar o crescimento econômico ao enrolar a concessão de licenciamento ambiental para obras como as usinas do Madeira.
Há duas semanas, quando técnicos do PV produziram uma nota mostrando que a divisão pode atrapalhar e até aumentar o tempo de concessão de licenças em alguns casos, o partido fechou questão contra a MP do jeito que ela está e o ex-ministro Sarney Filho (PV-MA), com sua influência de presidente da frente parlamentar ambientalista, abriu uma fenda nas defesas da divisão do Ibama como solução.
“O assunto precisa ser devidamente debatido com a sociedade, com os funcionários e todos interessados na forma como o estado brasileiro vai enfrentar o desafio do aquecimento global”, alertou o experiente Fernando Gabeira (PV-RJ) aos próprios funcionários.
Agora vemos que também a ministra e suas idéias, com ajuda do companheiro João Capobianco, foram bastante afetadas pelo impacto digamos, ambiental, do movimento liderado por jovens analistas do Ibama, contratados nas últimas levas e ainda cheios de idealismo.
O problema é a falta de atenção do governo para com o meio ambiente, representada pela pequena participação nos recursos do orçamento da União por parte do MMA.
Se não arrumar dinheiro lá fora e não arrancar bilhões do Ministério da Fazenda, Lula não vai conseguir cumprir meta nenhuma de redução das emissões do efeito estufa.
Não vai ter quem segure as queimadas nos próximos meses já que o país não se preparou – ao contrário, o órgão central de proteção ambiental está parado e dividido.
Ninguém quer segurar o abacaxi ambiental neste momento que até o imperador lá em Washington já aceita fixar metas de redução do CO2 (desde que entrem também China, India, Brasil e mais uma dezenaa dos principais poluidores).
O tema é quente, com perdão da comparação, e vai pegar fogo porque a MP começa a trancar a pauta daqui uns no dias no plenário da Câmara.

Uma resposta para “Governo ja sente dificuldade para aprovar MP da divisão do Ibama”

  1. Ricardo Motta Pires disse

    Nunca esperei nada de Ambiental do nosso presidente (aliás um presidente com “P” minúsculo). O que ele fez não me causou espanto, pois o que ele quer e pensa que precisa é progresso e desenvolvimento a qualquer preço.Já a nossa ministra Marina, essa sim me decepcionou e muito com a atitude dela. Será que se ela fosse contra a medida ira perder o emprego? Será que perder um emprego provisório é pior que perder a credibilidade junto a ambientalistas?? Pois é, cara Ministra, se depender de mim e dos meus colegas do Ibama a Senhora não ganha eleição ou coisa parecida nem pra síndica de prédio. Apesar deste PESADELO que estamos vivendo nesses tempos, pude notar que os servidores do Ibama tem muito mais amor ao nosso Instituto do que eu imaginava e acredito que caso saimos vitoriosos desta(servidores, Ambientalistas e Meio Ambiente), terá chegado o tempo de se aprimorar, ver o que pode ser melhorado, melhorar o que já é bom, motivar os servidores enfim tentar melhorar o Ibama mantendo-o numa só estrutura

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